Peras Bêbedas

📖”Um dia em meia tarde estava a calçar o animal de novo, quando a Rosalinda, a mais amada serviçal entre todas, lhe veio dizer que o senhor lhe queria dar uma palavra. Estava a merendar. Ao entrar na sala, ficou pasmado com tanta coisa boa exposta sobre a mesa. De todas as iguarias, a que lhe chamou mais a atenção foi uma travessa cheia de peras bêbedas nadando numa molhanga meio escura. É que mestre Libório sempre teve um fraco por peras daquela qualidade, a Santa nunca lhe fizera, por isso esfregou, por dentro, as mãos de contente. Afinal o senhor não era tão patife como se propalava, tudo aleives... A Rosalinda não saía de ao pé do patrão, “Mandei-o chamar, mestre, porque sei que é apreciador de coisas boas”, procurando adivinhar-lhe os pensamentos para melhor o servir. O senhor indicou ao ferrador um lugar à mesa, “Aprecie-me estas peras de Inverno, ó mestre; são do melhor que há”, mesmo à sua frente, e agora mestre Libório só estava esperando licença para atacar... “
Do livro “Trasfega, Casos e Contos”, do escritor português Cristóvão de Aguiar.
Quanto a estas maravilhosas peras, julgo que a foto fala por si! São mesmo do melhor que há, seja no inverno, outono, verão ou primavera! Tem razão o mestre Libório por esfregar, por dentro, as mãos de contente... acho até que todas as suas células estomacais batiam palmas! 😉
Peras Bêbedas
📖”Um dia em meia tarde estava a calçar o animal de novo, quando a Rosalinda, a mais amada serviçal entre todas, lhe veio dizer que o senhor lhe queria dar uma palavra. Estava a merendar. Ao entrar na sala, ficou pasmado com tanta coisa boa exposta sobre a mesa. De todas as iguarias, a que lhe chamou mais a atenção foi uma travessa cheia de peras bêbedas nadando numa molhanga meio escura. É que mestre Libório sempre teve um fraco por peras daquela qualidade, a Santa nunca lhe fizera, por isso esfregou, por dentro, as mãos de contente. Afinal o senhor não era tão patife como se propalava, tudo aleives... A Rosalinda não saía de ao pé do patrão, “Mandei-o chamar, mestre, porque sei que é apreciador de coisas boas”, procurando adivinhar-lhe os pensamentos para melhor o servir. O senhor indicou ao ferrador um lugar à mesa, “Aprecie-me estas peras de Inverno, ó mestre; são do melhor que há”, mesmo à sua frente, e agora mestre Libório só estava esperando licença para atacar... “
Do livro “Trasfega, Casos e Contos”, do escritor português Cristóvão de Aguiar.
Quanto a estas maravilhosas peras, julgo que a foto fala por si! São mesmo do melhor que há, seja no inverno, outono, verão ou primavera! Tem razão o mestre Libório por esfregar, por dentro, as mãos de contente... acho até que todas as suas células estomacais batiam palmas! 😉
Instruções para cozinhares
- 1
Descasque as pêras tendo o cuidado de lhes deixar os pés. Coloque-as num tacho com os pés para cima. Regue com o vinho e a água. Junte o açúcar e as especiarias e deixe cozer até a polpa das pêras ficar macia (verifique introduzindo um palito).
- 2
Retire as pêras cuidadosamente e passe o molho por um passador.
- 3
Leve o molho a ferver até obter a consistência de um xarope fraco, pois quando arrefecer ficará mais espesso. Deite este molho sobre as pêras e sirva frio.
- 4
Podem-se comer simples, ou acompanhar com chantilly, gelado de natas ou de baunilha.
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