Charlotte Russe de Frutos Vermelhos

“A curiosidade de Vítor estava excitada. Com os cotovelos na mesa, devorava Marinho com os olhos. Mas o excelente homem falava a espaços, muito ocupado agora com o seu roast-beef, comendo com método, fazendo estalar a língua, concentrando-se para saborear. E foi só quando o criado trouxe uma Charlotte Russe que Marinho, depois de ter passado a não pela testa, como para clarificar e dispor as suas recordações, largou tudo(...)”
Do romance A Tragédia da Rua das Flores de Eça de Queiróz.
Uma doce tragédia é o que me acontece quando vejo esta maravilha! Um pouco como Marinho... Devo dizer que é das poucas sobremesas que não me contento só com uma fatia. De paladar tão delicado com um equilibrado contraste da fruta ácida, eis a sobremesa digna da expressão “é de comer e chorar por mais”!
Não obstante a sua origem russa, esta delícia tem cunho francês. Quem a inventou foi o Chef Marie-Antoine Carême, responsável pela “haute-cuisine” francesa, que a batizou de Charlotte Russe em homenagem ao seu então patrão, czar Alexandre I, e à filha do seu anterior patrão, a Princesa Charlotte, filha de George IV do Reino Unido.
Charlotte Russe de Frutos Vermelhos
“A curiosidade de Vítor estava excitada. Com os cotovelos na mesa, devorava Marinho com os olhos. Mas o excelente homem falava a espaços, muito ocupado agora com o seu roast-beef, comendo com método, fazendo estalar a língua, concentrando-se para saborear. E foi só quando o criado trouxe uma Charlotte Russe que Marinho, depois de ter passado a não pela testa, como para clarificar e dispor as suas recordações, largou tudo(...)”
Do romance A Tragédia da Rua das Flores de Eça de Queiróz.
Uma doce tragédia é o que me acontece quando vejo esta maravilha! Um pouco como Marinho... Devo dizer que é das poucas sobremesas que não me contento só com uma fatia. De paladar tão delicado com um equilibrado contraste da fruta ácida, eis a sobremesa digna da expressão “é de comer e chorar por mais”!
Não obstante a sua origem russa, esta delícia tem cunho francês. Quem a inventou foi o Chef Marie-Antoine Carême, responsável pela “haute-cuisine” francesa, que a batizou de Charlotte Russe em homenagem ao seu então patrão, czar Alexandre I, e à filha do seu anterior patrão, a Princesa Charlotte, filha de George IV do Reino Unido.
Instruções para cozinhares
- 1
Para o creme junte as gemas, o leite, o açúcar e a essência de baunilha. Mexa com uma colher de pau.
- 2
Leve ao lume num tacho e mexa bem até estar quase a ferver. Retire do lume.
- 3
Acrescente as folhas de gelatina previamente demolhadas em água morna. Adicione ao creme, passe por um passador e ponha a arrefecer mexendo de vez em quando.
- 4
Quando começar a coalhar junte as natas batidas, ligue muito bem este creme sobre uma taça com gelo para prender.
- 5
Quando estiver preso ou coalhado, deve ter preparada uma forma redonda, forrada com palitos a la reine, tanto no fundo como à roda (os palitos devem estar bem unidos uns aos outros).
- 6
Posteriormente, deite na forma o creme e cubra com mais palitos. Guarde no frigorífico até à hora de servir (de preferência de um dia para o outro).
- 7
Disponha o doce de frutos vermelhos caseiro por cima do creme solidificado e decore com os frutos vermelhos ao naturais. Na hora de servir polvilhe com açúcar em pó.
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